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11/22/2007
VAI TER QUE VOLTAR EM 2007 E 2008 SIM !!! 11/19/2007
Eu tranco a porta Pra todas as mentiras E a verdade também está lá fora Agora a porta está trancada
A porta fechada Me lembra você a toda hora A hora me lembra o tempo que se perdeu Perder é não ter a bússola É não ter aquilo que era seu E o que você quer? Orientação?
Eu tranco a porta pra todos os gritos E o silêncio também está lá fora Agora a porta está trancada Eu pulo as janelas Será que eu tô trancado aqui dentro? Será que você tá trancado lá fora? Será que eu ainda te desoriento? Será que as perguntas são certas? Então eu me tranco em você E deixo as portas abertas...
(Ana Carolina)
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No TEMPO em que festejavam o dia dos meus anos, Eu era feliz e ninguém estava morto. Na casa antiga, até eu fazer anos era uma tradição de há séculos, E a alegria de todos, e a minha, estava certa com uma religião qualquer.
No TEMPO em que festejavam o dia dos meus anos, Eu tinha a grande saúde de não perceber coisa nenhuma, De ser inteligente para entre a família, E de não ter as esperanças que os outros tinham por mim. Quando vim a ter esperanças, já não sabia ter esperanças. Quando vim a olhar para a vida, perdera o sentido da vida.
Sim, o que fui de suposto a mim-mesmo, O que fui de coração e parentesco. O que fui de serões de meia-província, O que fui de amarem-me e eu ser menino, O que fui — ai, meu Deus!, o que só hoje sei que fui... A que distância!... (Nem o acho...) O tempo em que festejavam o dia dos meus anos!
O que eu sou hoje é como a umidade no corredor do fim da casa, Pondo grelado nas paredes... O que eu sou hoje (e a casa dos que me amaram treme através das minhas lágrimas), O que eu sou hoje é terem vendido a casa, É terem morrido todos, É estar eu sobrevivente a mim-mesmo como um fósforo frio...
No tempo em que festejavam o dia dos meus anos... Que meu amor, como uma pessoa, esse tempo! Desejo físico da alma de se encontrar ali outra vez, Por uma viagem metafísica e carnal, Com uma dualidade de eu para mim... Comer o passado como pão de fome, sem tempo de manteiga nos dentes!
Vejo tudo outra vez com uma nitidez que me cega para o que há aqui... A mesa posta com mais lugares, com melhores desenhos na loiça, com mais copos, O aparador com muitas coisas — doces, frutas o resto na sombra debaixo do alçado —, As tias velhas, os primos diferentes, e tudo era por minha causa, No tempo em que festejavam o dia dos meus anos...
Pára, meu coração! Não penses! Deixa o pensar na cabeça! Ó meu Deus, meu Deus, meu Deus! Hoje já não faço anos. Duro. Somam-se-meu dias. Serei velho quando o for. Mais nada. Raiva de não ter trazido o passado roubado na algibeira!...
O tempo em que festejavam o dia dos meus anos!...
Ai, ai.. hj acordei c/ uma sensação meio estranha...acho que é o peso da idade! Fazer 30 anos realmente é uma responsa, hj acordei pensando em pessoas que passaram por minha vida e acabei descobrindo que sinto falta de algumas delas, como será q estão ou o questão fazendo de suas vidas? Sabe-se lá!!!!
Recebi uns recadinhos lindos lá no orkut e fiquei feliz em saber que algumas pessoas me desejam coisas boas, que Jesus Cristo faça de mim uma mulher vitoriosa, uma mãe virtuosa e uma pessoas melhor para o mundo.
Rose Costa
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É urgente o amor. É urgente um barco no mar.
É urgente destruir certas palavras ódio, solidão e crueldade, alguns lamentos, muitas espadas.
É urgente inventar alegria, multiplicar os beijos, as searas, é urgente descobrir rosas e rios e manhãs claras.
Cai o silêncio nos ombros e a luz impura até doer. É urgente o amor, é urgente permanecer.
| 11/9/2007
O meu olhar
O meu olhar é nítido como um girassol. Tenho o costume de andar pelas estradas olhando para a direita e para a esquerda, e de, vez em quando olhando para trás... E o que vejo a cada momento é aquilo que nunca antes eu tinha visto, e eu sei dar por isso muito bem... Sei ter o pasmo essencial que tem uma criança se, ao nascer, reparasse que nascera deveras... Sinto-me nascido a cada momento para a eterna novidade do Mundo...
Creio no mundo como num malmequer, porque o vejo. Mas não penso nele porque pensar é não compreender ...
O Mundo não se fez para pensarmos nele (pensar é estar doente dos olhos) mas para olharmos para ele e estarmos de acordo...
Eu não tenho filosofia: tenho sentidos... Se falo na Natureza não é porque saiba o que ela é, mas porque a amo, e amo-a por isso, porque quem ama nunca sabe o que ama nem sabe por que ama, nem o que é amar ... Amar é a eterna inocência, e a única inocência não pensar...
Alberto Caeiro/Fernando Pessoa
em O Guardador de Rebanhos
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Saudades!!
De vez em quando eu penso em ti, então minha voz se cala, meu corpo estremece e meu coração bate desesperadamente... uma lágrima se atira a esmo no espaço e meus olhos se perdem no infinito.
De vez em quando eu te sinto, acariciando o meu rosto, balançando a cabeça, teus cabelos roçando o vento, tua voz acariciando meu ser, de vez em quando eu te encontro perdida em meus passos, indomável diante dos meus braços, distante do meu sentimento.
De vez em quando eu penso em ti, como uma andorinha que se foi, como um raio que se apagou, ou uma luz que se perdeu no mar, de vez em quando eu te pressinto, tão perto e tão longe, tão perto que nem posso te alcançar, tão longe que não consigo te esquecer.
De vez em quando eu choro, e não consigo conter minha dor, por não poder te ter, por não poder te amar, por não suportar a força que tem, o rastro de uma felicidade, de vez em quando eu te tenho junto a mim, pois és no meu amargor, a chama de uma saudade.
autor desconhecido
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